quarta-feira, 4 de julho de 2012


Conheça a trajetória de Romarinho, filho de agricultores que pode levar o Corinthians ao inédito título da Libertadores

Garoto do interior paulista é esperança da fiel para o jogo contra o Boca Jrs.

Romário Ricardo da Silva atuou por menos de 15 minutos e tocou apenas uma vez na bola em toda a edição da Copa Libertadores da América. Mas não foi um toque qualquer, tão pouco uma bomba indefensável. Foi um toque leve, quase como música que encobriu o goleiro Orión em plena Bombonera. E a bola, claro, parou no fundo das redes.
 
Filho caçula de uma família com quatro crianças, em que o pai era catador de laranja e algodão e a mãe, dona de casa, ele começou a dar os primeiros passos como jogador em um campinho de terra próximo à sua casa. 
 
O Romarinho do Corinthians vem de Palestina, uma cidadezinha de apenas 11 mil habitantes que fica na região na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Neto do Seu Mário. Filho do Seu Ronaldo. Romarinho.
 
Na pequena cidade o garoto já chamava a atenção. “Ele sempre foi o mascote de Palestina”, conta o irmão Ronaldo, que trabalha como frentista em um posto de gasolina, e correu orgulhoso atender ao telefonema da reportagem de CONTIGO! ONLINE. “Olha lá, ta virando mais famoso que o irmão”, brincou um amigo ao fundo.
 
Ronaldo diz que ficou surpreso ao ver o irmão no gramado argentino, e na hora do gol quebrou até os móveis da casa durante a comemoração. “Eu achei que não ia dar tempo de ele fazer nada, e não deu não é? Só deu tempo de ele entrar e fazer o gol”, brinca.
 
“Quando ele marcou eu quebrei cadeiras, janela... Na hora a ficha não caía e eu pulava feito um doido”, completa.
 
Romarinho saiu de Palestina ainda criança, com apenas sete anos, em busca de seu espaço no concorrido mundo do futebol. Aos nove anos de idade já disputava campeonatos na Bahia pelo Vitória e pouco tempo depois já estava fazendo testes no São Paulo. Mas a saudade falou mais forte.
 
“Ele sentia falta da família e sempre ligava chorando para a mãe dizendo que queria voltar”, relembra Ronaldo, explicando que o inicio da carreira do orgulho de Palestina não foi dos mais fáceis; a família morava em um bairro periférico, mas Romarinho, claro, sempre foi o xodó. “Minha mãe e meu pai iamtrabalharna roça, então sempre cuidávamos deles”.
 
Romarinho ainda atuou por Rio Preto e Rio Branco e até chegar ao Corinthians passou ao todo por nove clubes diferentes. Para Ronaldo, que embarca na noite desta terça-feira (3) para a capital paulista para acompanhar a o segundo confronto com o Boca Jrs, o garoto tem estrela e sempre foi decisivo. “Sempre sonhei com ele em um grande time, mas não imaginava que seria o Corinthians e que seria um sucesso em tão pouco tempo”
 
Ainda tímido e com dificuldade em lidar com o assédio, o irmão contou que os pais já estavam em São Paulo com o caçula, mas ressabiado, preferiu não passar qualquer contato. “Acho que ainda não dormi direito desde o jogo contra o Boca Jrs. Foi emocionante para a cidade”, conta sem deixar de lado a felicidade pelo sucesso da nova esperança da fiel corinthiana: “Eu tenho certeza que ele vai continuar sendo sempre o mesmo moleque humilde de Palestina. E continuar voltando para gente fazer um pagode sempre que possível”, sorri. 
Romário Ricardo da Silva atuou por menos de 15 minutos e tocou apenas uma vez na bola em toda a edição da Copa Libertadores da América. Mas não foi um toque qualquer, tão pouco uma bomba indefensável. Foi um toque leve, quase como música que encobriu o goleiro Orión em plena Bombonera. E a bola, claro, foi parar no fundo das redes.

Filho caçula de uma família com quatro crianças, em que o pai era catador de laranja e algodão e a mãe, dona de casa, ele começou a dar os primeiros passos como jogador em um campinho de terra próximo à sua casa.

Romarinho do Corinthians vem de Palestina, uma cidadezinha de apenas 11 mil habitantes que fica na região na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Neto do Seu Mário e filho do Seu Ronaldo: Romarinho.

Conheça as celebridades corintianas

Ainda na pequena cidade o garoto já era o centro das atenções. “Ele sempre foi o mascote de Palestina”, conta o irmão Ronaldo, que trabalha como frentista em um posto de gasolina e correu orgulhoso atender ao telefonema da reportagem de CONTIGO! ONLINE. “Olha lá, está virando mais famoso que o irmão”, brincou um amigo ao fundo.

Ronaldo relembra a surpresa ao ver o irmão no gramado argentino. E conta que na hora do gol quebrou até os móveis da casa durante a comemoração. “Eu achei que não ia dar tempo de ele fazer nada, e não deu não é? Só deu tempo de ele entrar e fazer o gol”, brinca, bem-humorado.

“Quando ele marcou eu quebrei cadeiras, janela... Na hora a ficha não caía e eu pulava feito um doido”, completa.

Romarinho saiu de Palestina com apenas sete anos, em busca de seu espaço no concorrido mundo do futebol. Aos nove anos de idade já disputava campeonatos na Bahia pelo Vitória e, pouco tempo depois, já estava fazendo testes no São Paulo. No entanto a saudade falou mais forte.

“Ele sentia falta da família e sempre ligava chorando para nossa mãe dizendo que queria voltar”, conta Ronaldo, explicando que o início da carreira do orgulho de Palestina não foi dos mais fáceis; a família morava em um bairro periférico, mas Romarinho, claro, sempre foi o xodó. “Minha mãe e meu pai iam trabalhar na roça, então o Bruno (irmão mais velho) sempre cuidava dele”.

Romarinho ainda atuou por clubes do interior como Rio Preto e Rio Branco e, até chegar ao Corinthians, passou ao todo por nove clubes diferentes. Para Ronaldo, que embarca na noite desta terça-feira (3) para a capital paulista para acompanhar a o segundo confronto com o Boca Jrs., o garoto tem estrela e sempre foi decisivo. “Sempre sonhei com ele em um grande time, mas não imaginava que seria o Corinthians e que seria um sucesso em tão pouco tempo”

Ainda tímido e com dificuldade em lidar com o assédio, ele contou que os pais já estavam em São Paulo com o caçula, mas ressabiado preferiu não passar qualquer contato.

“Acho que ainda não dormi direito desde o jogo contra o Boca Jrs. Foi emocionante para a cidade”, diz sem deixar de lado a felicidade pelo sucesso da nova esperança da fiel corinthiana: “Eu tenho certeza que ele vai continuar sendo o mesmo moleque humilde de Palestina. E continuar voltando para gente fazer um pagode sempre que possível”, sorri. (M.B.)


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Com um leve toque, Romarinho encobre o goleiro Órion em plena Bombonera.

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