As mais loucas dietas para treinos olímpicos
Para alguns atletas não existem limites quando o assunto é
treinar para os jogos...
© Assembly/Photodisc/Getty Images
Usain Bolt, o homem mais rápido do planeta, maravilhou a todos, há quatro
anos em Beijing, quando conquistou a medalha de ouro nos 100 metros; e teve como
seu combustível, o pesadelo dos nutricionistas – nuggets de frango. Foi bastante
estranho ver o atleta admitir que parte de sua preparação foi assistir TV e
comer os tais nuggets.Geralmente, esperamos que um atleta olímpico tenha uma dieta super regrada, e baseada em muita proteína, mas com Bolt é diferente. Lembrando de sua preparação para aquela incrível corrida em Beijing, ele disse: “Eu acordei às 11 da manhã, decidi assistir um pouco de TV e comer alguns nuggets. Dormi por mais duas horas. Depois, comi mais alguns nuggets e fui para a pista de corrida.”
E depois dessa confissão, como ele mesmo diz: “tudo é possível”. E falando nisso, o treinador de Bolt acredita que ele pode ir mais rápido em Londres 2012, e que diminuiu com os nuggets desde então. O mundo estará ansioso para ver se esse incrível jamaicano baterá seu próprio recorde de 9.69 segundos.
No caso do 14 vezes medalha de ouro Michael Phelps, somente três sanduíches de ovo frito com queijo, tomates, alface, cebolas fritas e maionese, seguido por três panquecas de chocolate, um omelete de cinco ovos, três fatias de torrada francesa com glacê de açúcar, uma tigela de mingau, e duas xícaras de café, é o suficiente para o seu café da manhã.
Phelps, o maior nadador olímpico de todos os tempos, consumiu por volta de 12,000 calorias um dia antes de ganhar as oito medalhas de ouro em Beijing.
Mas Bolt e Phelps não são os únicos atletas a fazer dietas tão peculiares durante seus treinos. O britânico Mo Farah espera que sua preparação debaixo d’água mostre resultado quando ele for para a pista de Londres nesse verão.
Farah, que ganhou medalha de ouro nos 5,000 metros no World Athletics Champions do ano passado, usa um aparelho antigravidade e uma esteira debaixo d’água para intensificar seu treino de 193 km por semana. Cientistas alegam que este tipo de treino ajuda a reduzir o risco de contusões.
Mas esse não é o único tipo de treino incomum utilizado por Farah. O corredor fica dentro de câmaras de gelo que utilizam nitrogênio líquido para ajudar na recuperação do músculo depois dos treinos.

A atleta de
skeleton Amy Williams, também do Reino Unido, conquistou sua medalha de ouro nas Olimpíadas de
Inverno de 2010; e foi a primeira a conquistar uma medalha de ouro para a Grã-Bretanha depois de 30 anos, graças a sua interessante maneira de treinar.
Williams treinou em uma pista para trenós de concreto e pode atingir velocidades de até 48 km por hora – realmente, um jeito bem diferente de se preparar para o verdadeiro esporte, onde atletas atingem velocidades de até 129 km por hora.
Treinos olímpicos são geralmente difíceis, mas preste atenção no tipo de preparação que o biatleta norueguês Magnar Solberg teve para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968. Não tão conhecido por suas habilidades dentro das competições, a sorte de Solberg mudou drasticamente graças ao agressivo e bizarro treino que seu treinador introduziu na sua rotina antes dos jogos.
A habilidade de Solberg de se concentrar ao disparar um tiro ficou indiscutivelmente melhor depois que começou a treinar deitado sobre um formigueiro – enquanto disparava tiros ao alvo em distâncias de até 50 metros. Com as formigas subindo pelo seu corpo, caminhando por seu rosto, sua precisão melhorou muito – e acabou conquistando medalha de ouro em Grenoble depois de acertar todos os 20 alvos.
No entanto, nem todos esse treinos incomuns têm efeito positivo. Michael Edwards – também conhecido como – ‘Eddie The Eagle’ – tornou-se infame depois de seu péssimo desempenho em ski jumping, nas Olimpíadas de Inverno de 1988.
O esquiador britânico finalizou em último lugar nas modalidades de 70m e 90m, graças a um treino super ineficaz, o qual consistia em pular do galpão de seu jardim. Se ele tivesse utilizado um método mais convencional, talvez tivesse aumentado suas chances de levar uma medalha olímpica para casa.

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