quinta-feira, 17 de maio de 2012

"Canduras em Comunhão"

Não quero simplesmente
Enxugar tuas lágrimas 
Que caem feito final tarde,
Quero sentir todos os 
Teus sabores, desfrutando 
Pelas colinas do sentimento, 
O perfume das violetas 
Que ardem na sinuosidade 
E nos aclives desta silhueta 
Deslumbrante, entoando 
Como um violino o 
Suspiro da paixão!

Não quero apenas 
Ouvir o som da tua íris
Que canta ao silêncio,
Quero embriagar-me em 
Tuas praias, me deleitando
Pelos cômodos do anoitecer, 
A candura das rosas, 
Que desaguam na sublimidade 
E nos jardins deste corpo 
Magnânimo, orquestrando 
Como um piano de cauda 
O prazer em comunhão!

Não quero somente colher
tTus frutos pecaminosos
Que se abrem feito luar de ilusões, 
Que desabrochar-me em
Teus favos, me deliciando 
Pelos estuários das almas, 
A canícula destes lábios 
De raro esplendor, 
Em insanas melodias, 
Feito um coral em duo 
Na jovialidade da compaixão!

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